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Economia Local

Chuvas regularizam cenário climático, mas estiagem já consolidou perdas em Tupanciretã e região

05/03/2026 03:03:44

No período entre 24 de fevereiro e 2 de março, foram registradas chuvas em boa parte dos municípios da região, contribuindo para que o mês de fevereiro encerrasse com situação pluviométrica considerada satisfatória na maioria das localidades.

A retomada das precipitações, de forma mais regular e distribuída, representa fator positivo do ponto de vista climático, especialmente após o longo período de estiagem enfrentado no início do ano. No entanto, os efeitos adversos sobre a produtividade das lavouras e das pastagens — decorrentes da estiagem registrada principalmente em janeiro e no início de fevereiro — já estão consolidados, resultando em perdas significativas.

Essas perdas impactaram diretamente a agricultura e a pecuária, refletindo-se em prejuízos econômicos expressivos aos produtores rurais.

Apesar disso, a regularização das chuvas no final de fevereiro e início de março tem sido fundamental para evitar o agravamento do cenário, impedindo que as perdas sejam ainda maiores. As precipitações também favorecem a recuperação parcial das pastagens e o desenvolvimento final de algumas culturas, dentro dos limites impostos pelo estresse hídrico já ocorrido.

Soja

De maneira geral, as lavouras de soja apresentam bom potencial produtivo, com boa carga de vagens e indicativos positivos de produtividade em grande parte da região. As condições climáticas mais favoráveis ao longo de fevereiro contribuíram para a manutenção do desenvolvimento das áreas que conseguiram atravessar o período crítico com menor estresse hídrico.

Entretanto, os impactos da estiagem não foram homogêneos. Alguns municípios foram mais severamente atingidos, entre eles Santiago, Júlio de Castilhos, Unistalda, Tupanciretã e Quevedos — localizados predominantemente nas porções norte e noroeste da região. Nessas localidades, a irregularidade e a insuficiência das chuvas comprometeram o desenvolvimento das lavouras, resultando em perdas já consolidadas no potencial produtivo.

Por outro lado, municípios como Cachoeira do Sul e Capão do Cipó, embora tenham recebido precipitações no início do ano, enfrentaram maior deficiência hídrica ao longo de fevereiro. Nessas áreas, a falta de chuvas em período crítico do ciclo da cultura provocou redução do potencial produtivo das lavouras, atualmente em estágios reprodutivos, incluindo floração e enchimento de grãos.

O estresse hídrico nessa fase é especialmente preocupante, pois afeta diretamente o número de grãos por planta, o peso dos grãos e, consequentemente, a produtividade final.

Apesar de o cenário geral ainda indicar resultados razoáveis, há diferenças significativas entre municípios, reflexo da variabilidade espacial das chuvas e da necessidade de avaliações técnicas individualizadas para a correta mensuração das perdas.

A cotação da soja está em R$ 115,91 por saca de 60 quilos.

Milho

Nestasafra, a cultura do milho sofreu menos impactos em comparação à soja, diferentemente de outros anos marcados por estiagem. Isso se deve ao período mais crítico da falta de chuvas — entre meados de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro — quando grande parte das lavouras de milho plantadas mais cedo já estava na fase final do ciclo produtivo.

Atualmente, mais de 40% da área cultivada já foi colhida, enquanto cerca de 25% encontra-se em maturação fisiológica.

No que diz respeito à comercialização, os preços da saca de 60 quilos de milho registram estabilidade, com cotação média de R$ 57,47.

Fonte Emater/RS-Ascar de Santa Maria.

Foto: Luciano Schwerz/Ascom Emater-RS-Ascar


  • Foto Luciano Schwerz Ascom Emater RS-Ascar



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