Gilberto Welzel, extensionista rural da Emater de Tupanciretã, concedeu entrevista à Rádio Tupã e trouxe atualizações sobre o andamento da colheita da soja no município. Segundo ele, os trabalhos seguem dentro da normalidade, apesar de alguns entraves climáticos registrados nos últimos dias.
“A gente tem uma estimativa de que cerca de 70% — talvez um pouco mais — da área já esteja colhida.
Houve alguns contratempos nos últimos dias, principalmente por causa da chuva e dos períodos mais nublados. Isso acabou atrapalhando um pouco o ritmo da colheita. Além disso, o produtor, muitas vezes, na ansiedade por previsão de chuva, acaba colhendo com um pouco mais de umidade.
Mas, no geral, a colheita está andando dentro da normalidade, com pequenos ajustes em função do clima.
Em relação à produtividade, a média varia bastante de acordo com a localidade. Temos relatos de áreas que enfrentaram períodos de até 30, 34 dias sem chuva, o que impactou bastante. Nesses casos, a média está ficando entre 40 e 45 sacas por hectare, podendo chegar a 47.
Já em regiões onde o regime de chuvas foi mais regular, as lavouras estão dentro da média do município. Há produtores relatando produtividades mais altas, chegando a 57 sacas e até casos pontuais de 70 sacas por hectare.
De forma geral, se a colheita se encerrar sem maiores problemas, a expectativa é de uma média próxima de 50 sacas por hectare, podendo até superar um pouco esse número.” (Gilberto 1)
Além do cenário da soja, Welzel também comentou sobre as projeções para as culturas de inverno, destacando uma possível redução na área de trigo no município.
“Sobre o trigo, a tendência é de redução de área neste ano. Já vinha ocorrendo uma diminuição, e no ano passado a estimativa era de cerca de 14 mil hectares. Para esta safra, acredito que essa área deva cair ainda mais, principalmente em função da previsão de El Niño.
As culturas de inverno, especialmente o trigo, são muito sensíveis à chuva. Alguns dias de excesso de umidade já comprometem a qualidade do grão, o que impacta diretamente no preço. E, além disso, o mercado também não tem ajudado muito.
A estimativa é de uma redução entre 20% e 30% na área de trigo.
Já a área de canola deve se manter estável ou até apresentar um leve crescimento. Porém, tudo ainda depende bastante das condições climáticas previstas.
Também há a expectativa em relação à carinata, que vem surgindo como alternativa. Na próxima reunião do IBGE, devemos ter dados mais precisos sobre essas projeções.” (Gilberto 2)
A entrevista completa com os dados atualizados da Emater está disponível nas plataformas digitais da Rádio Tupã.
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