Começou na segunda-feira (20) e segue até domingo (26 de julho) a votação da Consulta Popular 2026, iniciativa que permite aos gaúchos escolherem propostas que integrarão o orçamento do Governo do Estado para o próximo ano.
A votação pode ser realizada pelo Portal da Consulta Popular ou pelo WhatsApp da GurIA, assistente virtual do portal RS.gov.br, por meio do número (51) 3210-3939. No aplicativo, basta enviar a mensagem "Quero votar na Consulta Popular" e seguir as orientações.
Para participar, é necessário possuir uma conta gov.br nos níveis bronze, prata ou ouro. O eleitor deve acessar o sistema, fazer o login e escolher uma das propostas disponíveis para a região.
Em entrevista à Rádio Tupã, o coordenador da Secretaria Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio e conselheiro do Corede Central, Adílio Aloizio Serpa, explicou como funciona o processo de votação.
"A votação da Consulta Popular pode ser feita diretamente pelo site oficial do Governo do Estado. Ao acessar a página, basta clicar na opção 'Vote aqui'. Em seguida, o sistema solicitará o login com a senha da conta gov.br.
Depois disso, o eleitor deverá selecionar a região correspondente e escolher uma das propostas disponíveis para votação. O processo é simples, rápido e pode ser concluído em poucos minutos.
Outra opção é votar pelo WhatsApp, utilizando a ferramenta de inteligência artificial disponibilizada pelo Governo do Estado. Por meio desse canal, também é possível participar da Consulta Popular de forma prática e segura.
É importante que a comunidade participe, pois quanto maior o número de votos, maiores são as chances de o município e a região serem contemplados com recursos destinados às propostas escolhidas pela população." (Adílio 1)
O secretário municipal de Turismo e também conselheiro do Corede Central, Guilherme Mirasso, destacou que as propostas colocadas em votação foram construídas pela própria comunidade durante as assembleias regionais.
"As propostas que estão disponíveis na cédula da Consulta Popular foram definidas pela própria comunidade. Elas não são projetos impostos pelo Corede ou pelo Governo do Estado. Inicialmente, a população apresentou as sugestões e, posteriormente, foi realizada uma etapa de priorização para definir quais propostas atenderiam o maior número possível de pessoas na região.
Os recursos destinados à Consulta Popular já estão previamente estabelecidos. Neste ano, o montante é de aproximadamente R$ 2,15 milhões, dividido entre os 19 municípios da região, o que representa cerca de R$ 115 mil para cada município.
Esse valor é distribuído entre as duas propostas mais votadas. A primeira colocada recebe 60% dos recursos, aproximadamente R$ 69 mil, enquanto a segunda fica com os 40% restantes, cerca de R$ 46 mil.
Embora os valores não sejam elevados, a participação da população é fundamental. Quanto maior o número de votantes na Consulta Popular, maior é o indicativo de interesse da comunidade nas decisões regionais.
Esse índice de participação também serve como referência para o Governo do Estado avaliar a importância da Consulta Popular. Quanto maior o engajamento da população, maiores são as possibilidades de ampliação dos recursos destinados ao programa nos próximos anos.
Para se ter uma ideia, no ano passado Tupanciretã tinha aproximadamente 15 mil eleitores aptos a votar, mas a Consulta Popular registrou menos de 500 participantes, o que representa pouco mais de 2% do eleitorado.
Por isso, é fundamental que a comunidade participe. Quanto maior a mobilização e o número de votos, maiores serão as chances de fortalecer a Consulta Popular e conquistar mais recursos para investimentos nos municípios da região." (Guilherme 1)
Nesta edição, os eleitores podem votar em propostas relacionadas às áreas de agricultura, turismo, justiça e direitos humanos, meio ambiente, cultura, desenvolvimento rural, transportes, esporte e lazer, desenvolvimento econômico, inovação, ciência e tecnologia, trabalho e desenvolvimento profissional, desenvolvimento social, habitação e desenvolvimento urbano.
A Consulta Popular 2026-2027 destina R$ 60 milhões do orçamento estadual para a execução dos projetos escolhidos pela população. Os recursos serão distribuídos entre os 28 Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes), conforme critérios técnicos estabelecidos pelo Governo do Estado.
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