O Delegado Anderson Pedro Riedel, titular da Delegacia de Polícia de Tupanciretã, concedeu entrevista à Rádio Tupã para repercutir as ações desenvolvidas pela Polícia Civil ao longo da semana. Entre as principais operações está a fase ostensiva da Operação Fallere, que resultou na prisão preventiva de cinco pessoas envolvidas em homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa, crimes ocorridos no mês de julho no município.
A investigação começou após a localização de um cadáver em avançado estado de decomposição no interior do município. A necropsia apontou que a vítima havia sido morta com disparo de arma de fogo e, posteriormente, teve o corpo ocultado em um açude. As apurações revelaram que o crime ocorreu em meio a disputas relacionadas ao tráfico de drogas, com participação de um detento que teria ordenado a execução.
Em sua fala, o Delegado destacou:
"A vítima possuía algumas tatuagens que permitiram, então, que a família a identificasse. Pedimos uma série de medidas cautelares ao Poder Judiciário e, à medida que essas medidas foram sendo deferidas e todo o conteúdo foi sendo analisado, chegou-se à conclusão e à identificação desses suspeitos.
O método tradicional ainda funciona muito bem, então a gente alia uma investigação tecnológica com o método tradicional, e foi isso que acarretou o sucesso dessa operação, com a identificação de cinco pessoas — um deles, um homem que está cumprindo pena no sistema prisional, a partir do qual veio a ordem para a execução dessa vítima.
Essa vítima também tinha envolvimento com o tráfico de drogas e, por um desentendimento dentro do grupo criminoso, acabou sendo morta. Ela foi executada dentro da sua residência: foi agredida, depois morta com um disparo de arma de fogo, transportada e ocultada.
Na verdade, o nome da operação é a tradução latina de 'enganar'. Por quê? Porque esse grupo criminoso começou a ficar receoso de que a polícia poderia chegar…"(Anderson 1)
Os presos têm idades de 50, 46, 41, 25 e 22 anos, sendo quatro homens e uma mulher, todos com antecedentes por tráfico de drogas e outros crimes. As prisões ocorreram nos bairros Anna Terra e Vila Gaúcha.
Além dessa ação, a Polícia Civil também efetuou a prisão de dois criminosos por furtos qualificados em sequência, e localizou o terceiro envolvido no crime de incêndio doloso ocorrido em setembro, no Bairro Elizabeth, no âmbito da Operação Ignis Carceris.
Sobre essa investigação, Riedel relatou:
"Nós cumprimos, como foi falado, as prisões preventivas desse caso de homicídio/incêndio, porque as coisas aconteceram praticamente ao mesmo tempo. As pessoas, os criminosos, eram conhecidos e, portanto, alguns foragidos estavam junto com os outros. Por isso, os crimes de homicídio e de incêndio acabaram se entrelaçando.
Quando nós demos cumprimento, na semana passada, às prisões pelo crime de homicídio, nós também localizamos um foragido do incêndio. Além disso, fizemos cinco prisões em flagrante decorrentes de tráfico de drogas. Essas pessoas que estavam sendo investigadas pelo homicídio estavam praticando tráfico e associação para o tráfico.
E o que chama atenção — nós sempre falamos das falhas do sistema — é que a mulher que foi presa havia sido detida no dia 26 de julho. No sábado em que cumprimos as prisões, ela estava com uma grande quantidade de drogas e munições de arma de fogo. Ou seja, por uma série de crimes ela já havia sido presa, estava sendo monitorada, e continuava praticando o tráfico de drogas. Somente neste ano, é a segunda vez que ela é presa por tráfico, fora a investigação do homicídio, na qual também foi envolvida ao final do inquérito.
Ou seja, é um ciclo completo, em que a droga é o centro de tudo."(Anderson 2)
O Delegado também reforçou a importância da realização de boletins de ocorrência, fundamentais para alimentar dados oficiais, auxiliar investigações e contribuir para direcionar investimentos estaduais na área da segurança pública.
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