Anderson Pedro Riedel, delegado da Delegacia de Polícia de Tupanciretã, concedeu entrevista à Rádio Tupã, na qual comentou detalhes sobre a prisão do suspeito de homicídio, capturado na sexta-feira (14). O indivíduo estava foragido pela prática do crime de homicídio qualificado.
Na ocasião do crime, o suspeito teria executado a vítima com diversos disparos de arma de fogo, na área central do município, sendo o crime motivado, supostamente, por vingança.
Após o homicídio, o suspeito fugiu da cidade e se refugiou na residência de um irmão, no município de Candiota/RS.
Sobre a linha de investigação que aponta a motivação por vingança, o delegado esclareceu e refutou a tese, afirmando:
“Nós refutamos essa tese de autoria delitiva. Há uma série de fatores que precisam ser considerados.
No dia do fato, o colega que estava de sobreaviso — inclusive o mesmo policial que atendeu a ocorrência do dia 8 — esteve na residência do apontado suspeito. Ele autorizou a entrada da polícia, que realizou uma verificação no local e confirmou que ele estava em casa, dormindo, naquele dia 7 de setembro.
Além disso, existem outros fatores relevantes. O que se verificou foi que havia, anteriormente, uma relação de amizade entre a vítima e o suspeito apontado, relação essa que se desfez por um motivo aparentemente aleatório.
A família passou a desconfiar desse indivíduo porque, em tese, ele teria feito ameaças. Tivemos acesso aos áudios mencionados e não identificamos, ao menos nos materiais que nos foram encaminhados, qualquer ameaça explícita. O que se observa é uma conversa, uma tentativa de resolver a situação, até que as ligações foram interrompidas.
A partir disso, a família passou a imaginar uma possível perseguição do suspeito em relação à vítima. No dia do fato, nos parece que a família já esperava que algo pudesse acontecer nesse sentido, embora não seja possível afirmar se houve, de fato, algum evento anterior que motivasse essas supostas ameaças.
O fato é que, quando os disparos foram ouvidos no bairro Marcial Terra, a família entrou em desespero à procura da vítima. A mãe da vítima, inclusive, relatou que viu o momento em que o filho foi alvejado. Ela estava a uma distância aproximada de 200 metros, na saída de um beco, na Rua Nair da Rosa.
Segundo o relato, a mãe afirmou ter visto o clarão da arma de fogo. No entanto, o local estava completamente escuro, não havendo possibilidade de visualizar testemunhas, movimentação de veículos ou qualquer outra circunstância relevante.
Após os disparos, o filho foi em direção à mãe. Ele foi socorrido e encaminhado ao hospital, mas acabou falecendo.” (Anderson 1)
O delegado destacou ainda que a Polícia Civil segue com outras linhas de investigação. Segundo ele, os comentários nas redes sociais também estão sendo acompanhados, e novas diligências seguem em andamento para elucidar o homicídio, inclusive com a possibilidade de envolvimento de mais de um suspeito.
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