Dando sequência às entrevistas sobre datas e acontecimentos históricos, a Rádio Tupã voltou a conversar com o professor Gabriel Pereira da Silva, licenciado em História pela Universidade Franciscana (UFN), mestre em História pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 2025, e professor da Rede Municipal de Ensino de Tupanciretã.
Gabriel atua na Escola Municipal de Ensino Fundamental Cívico-Militar Cel. Marcial Gonçalves Terra e na Escola Municipal de Ensino Fundamental Leonel de Moura Brizola.
Após participar anteriormente de uma entrevista sobre o 7 de Setembro e o processo de Independência do Brasil, o professor desta vez abordou o significado histórico do 20 de Setembro e o contexto da Revolução Farroupilha, relacionando o tema à sua própria trajetória em Tupanciretã.
Durante a entrevista, Gabriel relatou:
“Como o senhor destacou, eu sou tupanciretanense, estudei no Joaquim Nabuco e participei do elenco de dança, né, o Renascer. Então, esse tema chega para mim já muito novo.
Eu lembro de desfilar no dia 20 com o elenco de danças Renascer e sempre ficava após o desfile esperando passar o Piquete dos Farrapos. E foi algo... É uma imagem que eu tenho muito marcada na cabeça, porque provavelmente, no final, tinha uma pessoa que era transportada e eles colocavam por cima dela, eu acho que uma buchada de ouvido, enfim. E essa cena me marcou muito, né?
Então, quando eu comecei a estudar, a me interessar mesmo por história, e quando eu fui cursar História, sempre foi um tema que esteve no meu horizonte de estudo e de entendimento.
E falar sobre a Revolução Farroupilha, a Guerra Civil Farroupilha, né, é muito interessante, porque ela foi, até hoje, o movimento mais duradouro da nossa história, né? De um conflito de dez anos de conflitos.
E a gente vai, então, fazer um gancho sobre aquilo que nós conversamos no dia 7, para tentar entender um pouquinho do que envolve a data do dia 20 de setembro.
Ela começa em 1835, em volta daquelas questões do Período Regencial. Ela é uma revolta regencial. O cenário que nós tínhamos naquele momento era de um imperador que era muito novo para assumir o controle do Brasil.
Então, nós tínhamos diversos interesses sendo julgados. Além da questão fiscal do charque, né, que importava muito para os estancieiros gaúchos, nós também tínhamos uma demanda por uma maior autonomia política.
Então, esses dois fatores são costumeiramente associados ao início dessa revolta.” (Gabriel 1)
A entrevista completa, com a abordagem dos acontecimentos relacionados ao 20 de Setembro e as referências indicadas pelo professor Gabriel Pereira da Silva, está disponível nas plataformas digitais da Rádio Tupã.
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