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Representantes de Tupanciretã participam do 1º Congresso Brasileiro de Folclorismo em São Paulo

27/03/2026 10:03:02

A diretora da Comissão Gaúcha de Folclore, Luciane Brum, e a coordenadora de Cultura de Tupanciretã, Elaine Barreto, concederam entrevista à Rádio Tupã para repercutir a participação no 1º Congresso Brasileiro de Folclorismo, realizado em São Paulo.

Representando o município, Elaine Barreto iniciou destacando sua apresentação:

Porque eu tive muitas experiências fora do Brasil, internacionais. Houve uma mesa, a mesa oito, que abordava essa visão do corpo como território de memória nas danças folclóricas.

Então, ele aproveitou esse momento que eu vivi por muito tempo fora e também essa visão internacional de levar o nosso folclore para fora do Brasil. A partir do momento em que você quer levar a sua cultura, precisa abrir horizontes, ir atrás das oportunidades.

Aproveitando essas oportunidades, desde Tupã, eu sempre fiz parte do CTG e também do grupo Andanças, na época. Então, começamos a trabalhar nesse sentido, para abrir portas. As oportunidades foram surgindo, e eu contei toda essa trajetória: saí de Tupã, fui para o Rio de Janeiro e, a partir daí, o espaço começou a ficar pequeno, então fui seguindo adiante.

Acabei indo para o Cazaquistão, onde fiquei seis meses trabalhando, levando o folclore brasileiro — não só o brasileiro, mas também o gaúcho, exatamente daqui. As boleadeiras, que eram um ponto forte, foi algo em que me aprimorei bastante. Isso acabou me levando ainda mais longe: uma mulher trabalhando com boleadeiras, o que foi muito significativo.

A partir daí, surgiram outras danças. Eu sempre gostei muito do carnaval, então também atuei como passista, participando de toda essa parte. Relatei essa questão porque o meu tema era justamente o corpo como território de memória das danças.” (Elaine 1)

Já Luciane Brum comentou sobre sua apresentação e a importância das manifestações culturais:

Eu gosto muito de iniciar apresentações em versos, enaltecendo a cultura missioneira. Neste ano, celebramos os 400 anos das Missões no nosso estado, então trouxe essa referência, situando Tupanciretã dentro do mapeamento do folclore brasileiro.

Cada um dos palestrantes tinha um tempo cronometrado de 20 a 30 minutos, com espaço para debates e perguntas. Nesse contexto, cada um procurava trazer expressões características do seu estado. Eu utilizei algumas expressões bem nossas, como ‘firmar o pé no estribo’, da obra Ode Casa, além de termos como ‘bah’ e ‘barbaridade’, que nos identificam.

Essas expressões não nos tornam diferentes, mas reforçam, sobretudo, a nossa simplicidade. Isso porque o folclore trabalha com a ciência popular, que estuda os saberes populares.

A rádio, por sua vez, é um meio de comunicação que carrega muita sabedoria popular. Quantas histórias e conhecimentos já passaram pelas ondas da Rádio Tupã, ao longo de tantas conversas, inclusive antes de entrarmos no ar, não é, Miguel?

Quanta sabedoria popular já foi compartilhada e ajudou a construir a história da nossa Tupanciretã, que já se aproxima do seu centenário. Isso é algo muito importante.” (Luciane 1)

O congresso reuniu palestrantes de diversas regiões do país, com apresentações entre 20 e 30 minutos, além de espaços para debates e troca de experiências.

A próxima edição do evento ainda não tem local definido, mas existe a possibilidade de ser realizada no Rio Grande do Sul.


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