Thiago Portella, chefe do escritório da Emater-RS em Tupanciretã, e Márcio Teixeira Dias, vice-prefeito do município, concederam entrevista à Rádio Tupã para tratar da seca e seus reflexos na lavoura de verão.
Recentemente, o município enfrentou severos impactos, com chuvas esparsas e um problema significativo no enchimento do grão na planta da soja.
Thiago detalhou o cenário:
"Para entender o cenário, hoje a área cultivada com soja no município é de aproximadamente 141 mil hectares. Considerando que o território total do município é de cerca de 225 mil hectares, a soja ocupa a maior parte da exploração econômica de verão.
A expectativa inicial de colheita foi elaborada pelo Conselho Municipal do IBGE, com participação da Emater, de departamentos técnicos de cooperativas e de empresas ligadas ao agronegócio.
A projeção inicial indicava uma produtividade média de 60 sacas por hectare. Essa era a expectativa com a qual o produtor iniciou a safra.
Atualmente, o município conta com aproximadamente 832 estabelecimentos que cultivam soja. Ou seja, a cultura está presente em grande parte das propriedades rurais — desde o pequeno produtor, que planta cerca de 10 hectares, até os grandes produtores.
Isso demonstra a importância da soja para a economia local, pois ela está inserida em praticamente todos os perfis de produção do município." (Thiago 1)
Hoje, a projeção aponta que 50% da área de Tupanciretã foi afetada, com redução estimada em R$ 147 milhões, impactando gravemente o produtor rural.
Buscando auxiliar os produtores na renegociação de dívidas, diante de mais uma safra frustrada, o município emitiu recentemente decreto de situação de emergência. Márcio explicou:
"O decreto está, neste momento, em análise no âmbito regional, em Santa Maria, que corresponde ao nível 1.
Após essa etapa, ele segue para o nível 2, que é a análise em nível estadual. Lá será avaliado e poderá haver — ou não — a publicação oficial por meio do reconhecimento do Governo do Estado.
Estamos acompanhando todo o processo em conjunto com a Secretaria de Agricultura, a Emater, o Sindicato Rural, a Cooperativa Agropan, além de outras cooperativas e empresas do setor. Esses dados estão sendo fornecidos diariamente e semanalmente, para mantermos o sistema atualizado e demonstrarmos à Defesa Civil do Estado a real dimensão da situação.
O reconhecimento do decreto é fundamental, não apenas pela perda econômica na lavoura de soja, mas também como medida de proteção e para dar continuidade às atividades do município com maior segurança jurídica e administrativa.
Hoje, tratando-se de cofres públicos, já enfrentamos um déficit superior a R$ 20 milhões em arrecadação, reflexo direto das perdas no setor produtivo." (Márcio 1)
A entrevista completa está disponível no site da Rádio Tupã.
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