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Tupanciretã forma comitê para fortalecer proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência

06/10/2026 11:10:26

Tupanciretã conta, desde este ano, com o Comitê da Escuta Especializada, criado com o objetivo de fortalecer a rede de proteção e o atendimento a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. A iniciativa reúne representantes de diferentes setores do município e busca integrar os serviços envolvidos no acolhimento e acompanhamento dos casos.

A coordenadora do comitê, Carla Chelotti Ceolin, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, a representante da Secretaria Municipal de Educação, Maribel Cristina Vendruscolo da Luz, e a conselheira tutelar Luciane Brum da Silva Lacorte concederam entrevista à Rádio Tupã sobre o trabalho desenvolvido pelo grupo.

Segundo Carla, o comitê tem entre suas atribuições articular os diferentes setores da rede, acompanhar os casos e discutir ações e políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência.

“Onde então ele tem representantes, né? O nosso trabalho é nos reunirmos com frequência e pensarmos em articular com a rede, monitorar os casos que chegam e pensar em ações, em políticas públicas enquanto rede, para um enfrentamento das formas de violência contra crianças e adolescentes.

Então, hoje, esse comitê é formado por representantes da Educação, da Secretaria de Educação, da Secretaria de Desenvolvimento Social, da Secretaria Municipal de Saúde, da Segurança Pública, né, Brigada Militar e Polícia Civil, Conselho Tutelar e também representantes de jovens, que hoje são representados pelo nosso Projeto Pescar.

Então, com base nessa orientação, que a gente também vem sendo orientada pela 4ª Coordenadoria de Saúde, ali em Santa Maria, com reuniões presenciais e on-line, amanhã estaremos indo a Santa Maria. Isso é uma articulação com todos os municípios da região.” (Carla 1)

Escola como espaço de acolhimento

A representante da Secretaria Municipal de Educação, Maribel Cristina Vendruscolo da Luz, destaca a importância da escola na identificação e no acolhimento de situações de violência envolvendo crianças e adolescentes.

“O compromisso com a escuta especializada, ou escutar o nosso aluno, escutar o adolescente, a criança, é um compromisso de toda a sociedade. Cuidar e proteger as nossas crianças e adolescentes hoje é o que nós mais precisamos.

E onde é que eles estão hoje? Dentro da escola, né? E esse Comitê da Rede de Cuidado e Proteção Social atua na articulação dos serviços e profissionais, né, para garantir o acolhimento, a proteção e o atendimento adequado às crianças e adolescentes que são vítimas ou testemunhas de violência.

E é importante lembrar que a violência contra crianças e adolescentes não é um assunto para ser ignorado ou ser silenciado. No momento porque a criança, quando ela, bem falou a Carla, se sentir à vontade, se sentir segura, vai vir à tona e ela vai procurar aquele em quem ela tem mais confiança dentro da escola.

Então, o profissional, né, seja ele o professor, o diretor, seja ele o profissional da cozinha, da limpeza, guarda da escola, não interessa, ou até mesmo um colega, né? Quando isso acontecer, de ter, então, essa oportunidade de vir dessa pessoa acolher e saber escutar.” (Maribel 1)

Desde a criação do comitê, 12 casos já foram atendidos pela rede, conforme as informações apresentadas à Rádio Tupã.

Mudança no atendimento às vítimas

A conselheira tutelar Luciane Brum da Silva Lacorte destaca que a escuta especializada representa uma mudança no atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência, reduzindo a necessidade de repetição dos relatos em diferentes serviços.

“Uma mudança muito positiva no sentido dessa oitiva das crianças, desse acolhimento das crianças e adolescentes que são vítimas de violência.

Porque antigamente existia muito... Tu era chamado, nós éramos chamados, nós íamos até a escola. A professora ouvia aquela criança, nós ouvíamos de novo, nós levávamos até a delegacia, ouvia de novo, levávamos até o CRAS ouvir.

Então, assim, ó, ficava muito difícil para a criança explanar tudo isso, né? Ela já estava vivendo por um momento muito difícil, né?

O objetivo é focar no acolhimento. E o que é esse acolhimento? Que, normalmente, como diz a Maribel, a escola é normalmente o primeiro local, né?

A gente sempre... Eu, particularmente, sempre falei. Hoje eu estou aqui também representando meus colegas. Tem mais quatro titulares em atendimento, e isso será muito importante para focar no acolhimento.” (Luciane 1)

A partir do momento em que uma criança, adolescente ou adulto procura uma autoridade ou integrante da rede e relata uma situação, o protocolo de atendimento pode ser iniciado, com o encaminhamento para os serviços responsáveis.

Composição do Comitê da Escuta Especializada

A representação do grupo ficou definida da seguinte forma:

Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social: Carla Chelotti Ceolin (titular) e Isla Carolina Chaves Paraíba (suplente);
Secretaria Municipal de Educação: Maribel Cristina Vendruscolo da Luz (titular) e Franciele Martins Machado (suplente);
Secretaria Municipal de Saúde: Jociele Anchieta do Nascimento (titular) e Daiane Aparecida Martins dos Reis (suplente);
COMDICA: Adriana Silveira (titular) e Elaine Marcia Rogovski (suplente);
Conselho Tutelar: Luciane Brum da Silva Lacorte (titular) e Maria Inês Ghisleni (suplente);
Delegacia de Polícia de Tupanciretã: Anderson Pedro Riedel (titular) e Jaqueline Fogiattto Rossi (suplente);
Brigada Militar de Tupanciretã: Emerson de Farias Lirio (titular) e Cesar Augusto Silveira Escosteguy (suplente);
Representantes dos adolescentes da Fundação Pescar – Unidade de Tupanciretã: Vitória Machado Amarante (titular) e Ketlin Gonçalves dos Santos (suplente).

A coordenação dos trabalhos ficará sob responsabilidade de Carla Chelotti Ceolin. Anderson Pedro Riedel exercerá a função de vice-coordenador e Maribel Cristina Vendruscolo da Luz será a primeira secretária.

A proposta do comitê é fortalecer a atuação conjunta entre Educação, Saúde, Assistência Social, Conselho Tutelar e órgãos de segurança, buscando qualificar o acolhimento e a proteção de crianças e adolescentes em situações de violência.


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