Na manhã de sexta-feira (27), foi realizada, em Tupanciretã, uma roda de conversa sobre a violência contra a mulher, reunindo profissionais de diferentes áreas para dialogar com estudantes do município.
O encontro aconteceu na Casa de Cultura e contou com a participação da psicóloga do CREAS, Carla Cheloti Ceolin, do delegado da Polícia Civil, Anderson Pedro Riedel, da advogada e delegada da ESA, Lylian Campara Marques, e da advogada e presidente da Comissão da Mulher Advogada (CMA), Pamela Dias Rocha.
Ao todo, cerca de 350 alunos dos 8º e 9º anos das redes municipal e estadual participaram da atividade, que teve como objetivo promover reflexão e conscientização sobre o tema.
Durante o evento, o Município de Tupanciretã, por meio da Secretaria de Educação, firmou termo de cooperação com a OAB Subseção de Tupanciretã para o desenvolvimento do projeto “OAB Vai à Escola”.
A iniciativa prevê a realização de palestras voluntárias nas escolas, abordando temas relevantes para a formação cidadã dos estudantes.
Em entrevista, Lylian Campara destacou a ampliação do projeto:
“O programa OAB Vai à Escola vem sendo desenvolvido no nosso município desde 2024. Inicialmente, começou nas escolas estaduais, por meio de um convênio firmado com o Governo do Estado.
A partir de 2025, com o objetivo de ampliar o alcance do programa, ele passou a ser oferecido também no âmbito municipal. Assim, foi firmado um termo de cooperação com o município, permitindo a participação das escolas municipais no OAB Vai à Escola.
O programa tem como principal objetivo atuar na educação desde a base, levando esclarecimentos sobre cidadania, respeito, direitos, igualdade e o enfrentamento das violências que, infelizmente, vêm sendo cada vez mais presentes no nosso cotidiano.” (Lylian 1)
Pamela Dias Rocha também explicou a dinâmica das atividades desenvolvidas nas escolas:
“Não há uma abordagem única ou rígida. O que os advogados voluntários fazem é levar palestras de forma moderna, didática e com uma linguagem acessível, abordando temas importantes para o desenvolvimento social dos jovens.
Em relação aos temas trabalhados nas escolas, todos os anos a OAB define um tema principal a ser desenvolvido, além daqueles que cada escola considera pertinente abordar.
Para os anos de 2025 e 2026, o tema escolhido é a violência contra a mulher. Por isso, o programa conta também com a participação da Comissão da Mulher Advogada, que atua em conjunto com as escolas nesse trabalho de conscientização.” (Pamela 1)
Aproveitando o espaço, Lylian reforçou a importância e os resultados do projeto:
“Desde o início do programa, temos tido uma grande adesão, com muitas solicitações de palestras sobre diversos temas. Isso demonstra que o projeto tem conseguido atingir um número significativo de estudantes.
Também percebemos algumas mudanças no ambiente escolar, geralmente relatadas por professores, diretores e pela própria Secretaria de Educação. Talvez não seja algo imediatamente palpável no dia a dia, mas, a partir desses relatos, fica evidente que o programa faz diferença. Ele leva conhecimento aos alunos, permite que tirem dúvidas sobre os temas abordados e acaba contribuindo para enriquecer a convivência escolar.
Gostaríamos de destacar que a OAB, enquanto instituição — especialmente a subseção local — está sempre voltada para a comunidade. Apesar de desenvolver diversos programas voltados aos advogados, também busca atuar nas questões de cidadania, que estão presentes nos projetos destinados à sociedade.
O programa OAB Vai à Escola é, hoje, uma das principais frentes de atuação. A mensagem que queremos deixar é que, ao levar esse projeto às escolas e apresentar o material desenvolvido — incluindo uma cartilha própria elaborada no nosso município e distribuída aos alunos — buscamos contribuir para a formação de jovens transformados.
Queremos formar cidadãos que saibam respeitar, conviver em sociedade e compreender os limites dos seus direitos e da própria cidadania.” (Lylian 2)
Além do projeto, a entidade também realiza parcerias em ações como a roda de conversa, promovendo o diálogo entre estudantes e profissionais, como o delegado da Polícia Civil e a psicóloga do CREAS.
A principal mensagem reforçada durante o encontro é de que o respeito deve estar acima de tudo, sendo fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e consciente.
Foto: Prefeitura de Tupanciretã
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